Faltando mais de nove anos para o início da Copa do Mundo de 2034, que será sediada na Arábia Saudita, já surgem as primeiras controvérsias e preocupações em torno do evento esportivo.
Recentemente, o jornal britânico “The Guardian” noticiou o trágico falecimento de um trabalhador durante as obras de construção do Estádio Aramco, em Al-Khobar, no dia 12 de março. Muhammad Arshad, um trabalhador paquistanês, caiu de uma altura após perder o equilíbrio em uma plataforma de trabalho. Mesmo não resistindo aos ferimentos e vindo a óbito a caminho do hospital, as circunstâncias do incidente levantam questionamentos sobre a segurança e as medidas preventivas adotadas no local.
A fatalidade envolvendo Arshad, que deixou três filhos menores, suscita debates acerca das condições de trabalho nas construções relacionadas à Copa do Mundo de 2034. Sua morte também ressalta a importância da adoção de medidas rigorosas para garantir a proteção e segurança dos trabalhadores envolvidos nesses projetos de grande escala.
Além disso, a preparação para o evento esportivo de 2034 na Arábia Saudita deverá atrair uma considerável quantidade de mão de obra imigrante para a execução das exigências de infraestrutura. Com a construção de 11 novos estádios e a expansão de outras quatro arenas já existentes, o país planeja significativas melhorias em áreas como transporte, hospedagem e demais instalações necessárias para a realização do torneio.
A Copa do Mundo de 2034 contará com 48 seleções participantes, representando um aumento de 50% em relação ao formato anteriormente adotado, que compreendia 32 times. Esta ampliação já será introduzida na edição de 2026, que terá Canadá, México e Estados Unidos como sedes, antes de chegar ao evento saudita.